<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" >
<channel>
<title>Mostrar Portugal numa pousada argentina </title>
<link>http://lusofonia.nireblog.com</link>
<description> </description>
<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 08:01:56 +0100</pubDate>
<image>
<title>Mostrar Portugal numa pousada argentina </title>
<url>http://static.nireblog.com/imagenes/logo.png</url>
<link>http://lusofonia.nireblog.com</link>
</image>
<generator>http://nireblog.com</generator>
	<item>
	<title>Mostrar Portugal numa pousada</title>
	<link>http://lusofonia.nireblog.com/post/2007/09/02/mostrar-portugal-numa-pousada</link>
	<guid>http://lusofonia.nireblog.com/post/2007/09/02/mostrar-portugal-numa-pousada</guid>
		<description><![CDATA[<p>ALEXANDRA MACHADO<br />
DIREITOS RESERVADOS<br />
DIARIO DE NOTICIAS</p>
<p>Não conhece Portugal. Mas tenciona um dia visitar. Percebe tudo de português, mas a falar refugia-se na segurança do espanhol. Victor Lopes é um lusodescendente, como tantos outros. Mas na Argentina avança com um projecto único. Construir uma pousada-museu onde a temática predominante será Portugal.</p>
<p>Até pelo nome. A Pousada levará a designação de San Bras de Alportel, a espanholização da terra de onde os seus pais imigrarem nos anos 40 à procura de uma vida melhor. São Brás de Alportel, no Algarve, viu partir Maria Luísa Conceição Viegas e António Lopes, como então via partir tantos outros portugueses. A vida não era fácil, lembra Victor Lopes de ouvir contar os pais. Maria Luísa dedicava-se à costura e ao trabalho no campo. António era sapateiro e tocava saxofone, ofícios que manteve em Buenos Aires para onde imigraram. Foi aqui que tiveram os quatro filhos, entre os quais Victor Lopes que, aos 44 anos, embora não conheça a terra dos pais quer homenageá-los com uma pousada dedicada a Portugal. "Mas queríamos algo mais do que uma pousada", explicou, telefonicamente, ao DN Victor Lopes, explicando que é sua intenção "difundir a cultura portuguesa, a música, os costumes". Apesar desta iniciativa, lamenta não ter conseguido apoios por parte da Embaixada portuguesa ou do Instituto Camões. Não pediu dinheiro, assegura, queria apenas contributos para a parte museológica. Esses têm-lhe chegado dos particulares e de empresas. A Internet ajudou a divul- gar o projecto. Victor Lopes lembra o endereço (posadasanbras@hotmail.com) para quem o quiser contactar e mostra-se sempre disponível para dar informações sobre a Argentina. "Já tenho dado informações e mandam-me mails a perguntar coisas sobre a Argentina". Afinal, Victor Lopes está habituado a estas coisas do turismo, actividade em que trabalhou em Buenos Aires até decidir dedicar-se a tempo inteiro à pousada. Trabalhava na capital argentina, mas mudou-se para a Villa General Bergano, uma localidade turística com forte presença europeia, uma vez que albergou muitos alemães, suíços, austríacos. Portugueses, apenas cinco famílias.</p>
<p>As portas da pousada deverão abrir no final do ano, lá para Novembro ou Dezembro. São, ao todo, 10 quartos, ocupando a pousada um total de mil metros quadrados. Victor Lopes pensa pedir por cada noite 120 pesos argentinos (cerca de 30 euros). A decoração de cada quarto será dedicada a cada região portuguesa. Livros, revistas, artesanato, o inconfundível galo de Barcelos, uma guitarra portuguesa, discos, fotografias, pratos, cerâmica, azulejos, haverá de tudo nesta pousada-museu. Victor Lopes, entre pedidos para envios de "portugalidades", vai deixando o aviso que não quer artigos com valor comercial. O objectivo não é fazer negócio com o que lhe mandam.</p>
<p>A pousada acaba por ser a sua homenagem aos pais. A mãe tem mais de 80 anos e o pai faleceu há três anos. Victor Lopes não é casado, diz-se comprometido. Adora o fado e cita Cristina Branco, Mariza, Carlos do Carmo, ou na escrita José Luís Peixoto. Vê semelhanças no fado e no tango e lembra o projecto da cantora Karina Beorlegui: mistura os dois sons que diz serem "primos". Victor Lopes também mistura os dois sons. Tem dupla nacionalidade e por timidez prefere falar em espanhol, ainda que entenda tudo em português. "Em casa sempre se falou português".</p>
<p>http://dn.sapo.pt/2007/08/18/dngente/mostrar_portugal_numa_pousada_argent.html
</p>
<p><a href="http://lusofonia.nireblog.com/post/2007/09/02/mostrar-portugal-numa-pousada#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 02 Sep 2007 14:37:54 +0100</pubDate>	</item>
</channel>	
</rss>
 
